Novedades

Actividades Académicas de Investigadores de la ReLePe

 Clik para ingresar   Año 2012 Año 2013 Año 2014 Año 2015 Año 2016 Leer más...

Entrevista al Co-Director de la ReLePe

Entrevista al co-director de la ReLePe: Jefferson Mainardes Entrevista realizada en el marco de las "II Jornadas Latinoamericanas de ... Leer más...

Artículos

Ateneo II

Volver a II Jornadas

Ateneo de investigadores II

Desafios dos estudos teóricos e epistemológicos de política educacional na América Latina

Desafíos de los estudios teóricos y epistemológicos en política educativa en Latinoamérica

 

GRUPO A

Coordinación: Gisele Masson (Brasil)

 

As produções científicas no campo das políticas educacionais evidenciam uma pulverização das temáticas investigativas, sem o devido aprofundamento dos fundamentos teóricos, sejam epistemológicos, lógicos ou ontológicos. Há que se destacar a necessidade de problematização dos conceitos que adquirem sentidos diferentes nas distintas tradições teóricas. É possível indicar, também, a falta de uma relação com outros campos do conhecimento para uma compreensão mais consistente das problemáticas do campo, como as contribuições das Ciências Sociais e das Ciências Políticas.

Tais questões possuem relação com o aligeiramento da formação dos investigadores (prazos curtos), esvaziamento da teoria, bem como a relação entre conhecimento e interesse, a qual é contingencial, especialmente pela forma de ingresso nas instituições (relação com o orientador) e, muitas vezes, pelas determinações do financiamento nacional que prioriza determinadas áreas de interesse.

No Brasil, por exemplo, há um predomínio de estudos de caso, de natureza descritiva, com foco nos programas federais.

Na Argentina, há a necessidade de descontruir o discurso epistemológico oficial, pois existem muitas investigações que legitimam as políticas educativas.

No Chile, por sua vez, há uma ênfase nas análises do efeito da política. Difunde-se a ideia de um mercado neutro e que as falhas e os problemas podem ser corrigidos. O Estado é concebido como estranho e distante do cidadão. Por isso, há a necessidade de se defender a perspectiva do Estado do cidadão.

Os problemas destacados, em geral, são resultado de determinações históricas, principalmente a política de produção do conhecimento de cada país. Sendo assim, torna-se importante compreender o sentido e os objetivos da política de produção do conhecimento, pois ela interfere decisivamente nas ações dos investigadores em políticas educacionais. É fundamental, nesse contexto, captar a lógica epistêmica da própria política.

Assim, a ReLePe poderia avançar no sentido de contribuir para o esclarecimento de conceitos centrais que envolvem as análises epistemológicas em políticas educacionais.

Para além disso, é imprescindível trabalhar a partir de uma epistemologia crítica para a análise de políticas educativas na América Latina. Destacamos, portanto, a necessidade de nos perguntarmos por que fomos perdendo a preocupação com a questão “de onde falamos?”, tendo em vista os pressupostos do senso comum, da ideologia e da hegemonia.

Todavia, em primeiro lugar devemos nos perguntar “para quê investigamos políticas educacionais?” Lembrando que a política educativa, em si, não é necessariamente fundamentada cientificamente. Dessa forma, a análise da ação ou não ação do Estado, neste campo, é fundamental, porém, com o cuidado para não se recair numa análise estadocêntrica.

Questões como onde estamos? de onde falamos? a partir de qual perspectiva trabalhamos? e para quê investigamos? nos indicam a íntima relação entre ontologia e epistemologia.

Consideramos fundamental, portanto, o resgate do estudo dos clássicos para melhor compreendermos os autores contemporâneos, seus avanços e/ou limitações, já que consideramos que há “modelos” canônicos de se fazer pesquisa que não podem ser desconsiderados.

Interessa-nos, sobretudo, contribuir para um sistema educativo mais justo. Sendo assim, é oportuno nos perguntarmos: Quanta exclusão há no processo de inclusão?

A ReLePe, como uma rede que está centrada numa reflexão sobre a produção científica no campo da política educacional, constitui-se como uma epistemologia interna, ou seja, uma epistemologia específica do próprio campo, a qual é construída a partir de diferentes perspectivas epistemológicas.

Sintetizamos nossas reflexões com os seguintes questionamentos: Se há uma relação entre ontologia e epistemologia, é possível afirmar que a teoria não é um a priori? Ou ela seria e não seria, ao mesmo tempo, um a priori? É o objeto que define o método, a teoria? Se sim, qualquer teoria pode servir ao investigador, independentemente de sua visão de sociedade, de homem e de educação?

ISSN: 2358-3533

 Volver a II Jornadas

GRUPO B

Coordinación: Andréa Barbosa Gouveia (Brasil)

Relatoria: Gabriela Schneider (Brasil)

 

O grupo fez uma leitura das questões orientadoras e promoveu um debate livre sobre o conjunto das questões propostas. Inicialmente os pesquisadores apresentaram suas percepções gerais sobre o tema e partilharam experiências de seus grupos de pesquisa ou contexto de pesquisa em que estão inseridos.

Os pontos de maiores consensos e/ou que foram mais fortemente reiterados pelo grupo foram:

-Necessidade e importância do aprofundamento teórico sobre as perspectivas epistemológicas do campo das políticas educacionais.

-Necessidade de manutenção do diálogo sobre teorias, epistemologias e metodologias de pesquisa – destaca-se a importância da ReLePe para fomentar este diálogo.

-Reconhecimento de que na ReLePe se discute a política educacional a partir de vários lugares, pois a pesquisa em política educacional é produzida em vários lugares. Lugares estes entendidos tanto como instituições, áreas de conhecimentos, disciplinas.

-Necessidade de considerar que a “vigilância epistemológica” não se traduza em impedimento às divergências ou a qualquer forma de patrulhamento. É preciso responder a questões sobre quem faz a “vigilância epistemológica”.

-Necessidade de considerar as condições concretas de trabalho dos pesquisados (prazos, exigências de produtos) que impactam no tempo para reflexão teórica aprofundada.

-Destacou-se a possibilidade/ necessidade de diálogos sobre as experiências dos pesquisadores da rede na produção de suas pesquisas empíricas para compreensão e explicitação das formas de definição dos objetos de pesquisa e de construção/ definição das opções epistemológicas de pesquisa.

-Destacou-se a necessidade de reflexões sobre o que é a América Latina para compreender que a leitura dos autores clássicos e dos autores contemporâneos de países ricos precisa ser recontextualizada. É preciso desconstruir os autores à luz dos problemas empíricos da América Latina.

Como desafios e possibilidades de ação para a ReLePe destacam-se:

-Contribuição para circulação do conhecimento em políticas educacionais produzido na América Latina.

-Construção de estratégias para que a divulgação do conhecimento seja acessível aos profissionais da educação básica.

-Possibilidade de fomentar na rede pesquisas colaborativas.

-Como uma das possibilidades de pesquisa colaborativa ou debate na rede sugere-se o mapeamento de autores referência em políticas educacionais. Para isto será preciso definir se tais autores comporiam um referencial geral ou seriam mapeados a partir das diferentes correntes epistemológicas.

ISSN: 2358-3533

 Volver a II Jornadas

ReLePe | Red Latinoamericana de Estudios Epistemológicos en Política Educativa -  Esta dirección de correo electrónico está protegida contra spambots. Usted necesita tener Javascript activado para poder verla.

Diseño web: Desarrollo: